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Bolsas sobem com superquarta em véspera de feriado

O que está em jogo, mais uma vez, não é a decisão em si, mas a capacidade de indicar ao mercado financeiro qual deve ser o futuro da política monetária

Por Tássia Kastner 18 jun 2025, 08h23

Nunca um spoiler foi tão desejado. Os bancos centrais dos Estados Unidos e do Brasil decidem hoje o futuro das taxas de juros sem que essa seja, de fato, a notícia mais importante. O que está em jogo, mais uma vez, não é a decisão em si, mas a capacidade de indicar ao mercado financeiro qual deve ser o futuro da política monetária.

Nos EUA, investidores antecipam já há alguns meses que o primeiro corte de juros deverá vir na reunião de setembro. Mas o fato é que o empilhamento de crises econômicas e geopolíticas faz com que essa aposta seja mais um desejo do que uma convicção. Economistas e investidores ainda estão divididos sobre qual é e será o impacto da guerra comercial, da caçada aos imigrantes (que reduz a oferta de mão de obra) e, agora, do conflito no Oriente Médio sobre a atividade econômica. Daí porque a mensagem do Fed sobre o estado da economia americana é cada vez mais importante.

Enquanto esperam, investidores depositam algum otimismo no mercado de ações. Os futuros das bolsas americanas avançam no pré-mercado, acompanhados dos índices europeus. O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, ganha quase 1%.

No Brasil, a dúvida é se o Banco Central ainda promoverá um novo aumento da Selic, que está no maior patamar desde 2006. O consenso é de manutenção e, para economistas, a elevação em 0,25 ponto percentual seria apenas simbólica ante a magnitude do atual aperto monetário. Com o fim do ciclo de alta de juros em vista, a Faria Lima quer, agora, sinais de por quanto tempo a taxa seguirá na estratosfera.

Investidores precisarão lidar ainda com uma decisão difícil. Amanhã, o feriado de Corpus Christi, no Brasil, e de Juneteenth Day, nos EUA, mantém as bolsas fechadas. O que adia o espaço para digerir as decisões dos BCs – e tem potencial de pesar sobre as ações. A ver como os mercados vão reagir. 

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