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Quem é a mulher que passa a comandar a maior Polícia Militar do país

A coronel Glauce Anselmo Cavalli assumiu a chefia da corporação em SP, que tem 81 mil policiais; ela é pioneira no estado e a segunda no Brasil nesse posto

Por Isabella Alonso Panho Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 29 abr 2026, 18h19 | Atualizado em 29 abr 2026, 19h08

A partir desta quarta-feira, 29, a Polícia Militar de São Paulo passou a ter oficialmente no seu comando uma mulher. A coronel Glauce Anselmo Cavalli tomou posse na função durante uma cerimônia na Academia do Barro Branco, no bairro do Tucuruvi, zona norte da capital paulista. Há 33 anos na PM-SP, ela foi nomeada para o cargo no dia 15 de abril pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Cavalli é agora a chefe da maior polícia do Brasil e terá sob o seu comando 81 mil subordinados. É a primeira vez que a PM-SP tem uma mulher no seu comando, em 200 anos de história. Ela é a segunda mulher do país a ocupar o posto — em janeiro de 2024, Ana Paula Barros Habka foi nomeada para comandar a PM do Distrito Federal. A nova chefe da PM-SP é doutora em Ciências Policiais e substituirá o coronel José Augusto Coutinho. Antes de ser nomeada por Tarcísio, ela estava no Centro Logístico da PM-SP, mas também já chefiou a Diretoria de Finanças e a Comunicação Social da corporação.

Durante seu discurso de posse, Cavalli disse que a prioridade será o enfrentamento aos casos de violência contra a mulher. “O enfrentamento à violência doméstica e familiar será prioridade operacional no nosso comando. Consolidaremos as cabines lilases nos centros de operações, ampliaremos o atendimento por videochamadas e abriremos os nossos quartéis para acolher estas vítimas, com a implantação de espaços lilases para garantir acolhimento humanizado em todo o estado”, disse nesta quarta-feira.

Recentemente, a PM-SP esteve no centro de um caso de feminicídio de grande repercussão. O tenente-coronel Geraldo Leite da Rosa Neto foi preso e denunciado à Justiça pelo assassinado da sua esposa, Gisele Alves Santana, com um tiro na cabeça dentro de casa, em fevereiro deste ano. Ele acionou o socorro e disse que se tratava de um suicídio, mas a sua versão foi desmontada pela Polícia.

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