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Monitoramento contínuo da glicose se revela arma no controle do diabetes

Dispositivos mais modernos ajudam a evitar episódios de hipoglicemia e picos de glicose no sangue, além das picadas nos dedos

Por Paula Felix Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 29 Maio 2023, 16h28 • Atualizado em 30 Maio 2023, 14h09
  • Agulhadas nos dedos acompanham os pacientes com diabetes tipo 1, doença autoimune que faz com que o pâncreas não produza insulina, o hormônio responsável pelo controle da glicose no organismo. Mas a medida necessária para evitar descompensações e riscos à saúde caminha para um método mais moderno e mais eficaz para quadros que podem ser graves: o monitoramento contínuo por meio de dispositivos que permitem a consulta de dados até no celular com precisão e sem a necessidade de transportar kits com lancetas, canetas, medidores e tiras.

    Um robusto estudo divulgado no periódico científico The Lancet apontou que o monitoramento contínuo pode ser uma preciosa arma para evitar complicações em pessoas que vivem com a doença. Em uma análise que avaliou mais de 32 mil pessoas entre 1 ano e meio e 25 anos, durou sete anos e envolveu 511 centros de diabetes da Áustria, Alemanha, Luxemburgo e Suíça, os pesquisadores concluíram que pessoas que faziam tratamento com insulina e utilizavam os dispositivos mais modernos tinham menos episódios graves de picos de glicemia e da perigosa cetoacidose. Essa condição ocorre quando a descompensação evolui para um quadro de desidratação que pode resultar em perda da consciência e deixar o indivíduo em coma.

    “As métricas de monitoramento contínuo da glicose podem ajudar a identificar aqueles em risco de complicações agudas do diabetes”, escreveram os pesquisadores.

    Manter a doença sob controle é também uma questão de saúde pública. Embora 10% dos pacientes tenham o diabetes tipo 1, a soma dos tipos 1 e 2 assusta: aproximadamente 537 milhões de pessoas entre 20 e 79 anos vivem com diabetes e o montante pode atingir 643 milhões em 2030, segundo o o Atlas da Federação Internacional de Diabetes.

    A mesma base de dados aponta que há um imenso contingente de pacientes que nem sequer recebeu o diagnóstico –  estima-se que o número chegue a 240 milhões de adultos.

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    Os sensores disponíveis atualmente são discretos, indolores, à prova d’água e com autonomia de até 14 dias. O dispositivo é aplicado na parte de trás do braço e os dados são coletados por um leitor ou pelo celular do usuário. Um relatório com as informações dos últimos 90 dias é gerado e o paciente pode acompanhar as tendências dos índices de glicose, além de compartilhá-las com o médico.

    O Brasil conta com uma das versões do produto ao menos desde 2016. E especialistas acreditam que o maior acesso ao método contribuiria para assegurar que mais pessoas com diabetes tipo 1 fiquem com a glicemia dentro da meta.

    “Acredito que há um grande problema no Brasil e em países em desenvolvimento, porque eles estão tendo índices altos de aumento de casos de diabetes e fatores de risco também estão crescendo, como baixa atividade física e hábitos que não são saudáveis”, diz a VEJA Mahmood Kazemi, vice-presidente de Assuntos Médicos e Científicos da Abbott, empresa que desenvolveu um dos aparelhos à venda no mercado. “Podemos ajudar a melhorar com o uso de tecnologias. Com esse controle, é possível reduzir as complicações”, completa.

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    Kazemi, que também é diretor médico chefe da Divisão de Cuidados para Diabetes da empresa, visitou o Brasil no mês passado e relembra que o país é o sexto com maior incidência de casos, com mais de 15,7 milhões de pessoas diagnosticadas, e a estimativa é de que o número supere os 23 milhões em 2045.

    Para o futuro, a expectativa é de que a mesma tecnologia seja utilizada para monitorar os níveis de cetonas, moléculas ligadas a episódios perigosos de cetoacidose, o que permitirá aprimorar ainda mais o controle da doença e a segurança do paciente.

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