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Cura do HIV segue distante, mas descoberta científica renova esperança

Por enquanto, estudo foi testado apenas em laboratório; anos separam descoberta de possível tratamento para humanos

Por Luiz Paulo Souza Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 5 jun 2025, 18h00 • Atualizado em 6 jun 2025, 08h45
  • Mesmo após quatro décadas intensas de estudos, a cura para o vírus da imunodeficiência humana (HIV) segue sendo um dos grandes desafios para a ciência, mas, a cada ano, as pesquisas avançam um pouco, renovando a esperança dos médicos e pacientes. 

    Hoje, os medicamentos disponíveis já são capazes de permitir que os pacientes vivam uma vida normal e saudável, mas as estratégias do vírus impedem que ele seja completamente removido do organismo das pessoas infectadas – coisa que pode mudar no futuro, graças a um avanço divulgado na última semana. 

    De acordo com o artigo publicado na revista científica Nature Communications, pesquisadores conseguiram desenvolver uma estratégia para despertar o vírus que fica em estado latente, escondido nas células, renovando a esperança de que, em breve, tratamentos consigam aplacar a infecção por completo. 

    O sucesso da estratégia surpreendeu até os cientistas. “Ficamos impressionados com a diferença tão grande que foi de não estar funcionando antes e, de repente, passar a funcionar”, disse Paula Cevaal, pesquisadora do Instituto Doherty e autora do artigo, ao britânico The Guardian. “Todos nós ficamos sentados, pasmos, tipo ‘uau’”

    Por que o HIV é incurável?

    O HIV infecta células do sistema imunológico, motivo pelo qual ele deixa o indivíduo tão propenso a infecções oportunistas. Quando isso acontece, uma das primeiras coisas que o patógeno faz é integrar uma cópia do material genético viral ao DNA humano. Parte dos linfócitos infectados servem como máquinas para reproduzir o microrganismo, sendo destruídos aos poucos, mas uma outra parte fica circulando pelo sangue por anos, sem produzir novas partículas, servindo apenas como reservatório.

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    + LEIA TAMBÉM: Experimento ousado abre caminho para a cura de condições genéticas raras; entenda

    Os medicamentos impedem os vírus de infectarem novas células, o que dá tempo para o sistema de defesa do corpo controlar a doença. O problema é que o sistema imune não consegue perceber que as células reservatório estão infectadas – o que impede a cura, já que essas reservas podem voltar a produzir novas partículas virais a qualquer momento. 

    O que os pesquisadores conseguiram fazer foi acordar o patógeno presente nos reservatórios, como se fosse um dedo duro para o sistema imune. Para isso, eles desenvolveram um sistema parecido com o das vacinas para a Covid, com um RNA mensageiro (mRNA) que entra nas células imunes e despertam o vírus caso elas estejam infectadas. 

    Há, no entanto, alguns problemas. Isso só foi feito em células isoladas no laboratório, portanto, é impossível saber se o mesmo método vai funcionar no corpo humano. Além disso, ainda não está claro se essa estratégia é capaz de acordar todos os reservatórios, nem se despertar os vírus é suficiente para que ele seja completamente eliminado. 

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    “No final, uma grande incógnita ainda permanece: é necessário eliminar todo o reservatório para ter sucesso, ou apenas a maior parte? […] Só o tempo dirá”, afirmou o retrovirologista Jonathan Stoye ao jornal britânico. “De qualquer maneira, isso não diminui a importância do estudo atual, que representa um avanço potencialmente significativo na administração de mRNA para fins terapêuticos em células sanguíneas.”

    Por que a esperança de cura?

    A estratégia do RNA com certeza animou os cientistas, mesmo que, por enquanto, essa seja apenas uma tentativa. Contudo, uma conquista ainda maior foi alcançada com a pesquisa. 

    Desenvolver tratamentos para células imunes é uma grande dificuldade porque até agora, pesquisadores ainda não haviam desenvolvido um sistema capaz de entregar um mRNA dentro dessas células. Mas isso acaba de mudar. 

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    + LEIA TAMBÉM: Cinco coisas que você acha que sabe sobre HIV – mas precisa repensar

    Utilizando nanotecnologia, o grupo de Cevaal conseguiu bolar uma espécie de bolha de gordura que consegue esse feito, inserindo um RNA mensageiro dentro dos linfócitos (células brancas do sangue). 

    A esperança é de que, mesmo que essa estratégia não funcione para curar a infecção, outras técnicas possam utilizar essa mesma cápsula nanotecnológica para testar outros tratamentos tanto para o HIV quanto para outras doenças que atingem essas células, como câncer. A ver. 

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