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Covid-19: Brasil testará nova vacina chinesa a partir de maio

A proposta é que participem 12.000 voluntários do país; estudos ainda precisam de aval da Anvisa

Por Mariana Rosário Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 20 mar 2021, 18h30 • Atualizado em 25 mar 2021, 20h58
  • O Brasil deverá ter, a partir de maio, um novo teste com um antígeno contra a Covid-19. Trata-se do imunizante desenvolvido pelo Institute of Medical Biology da Academia Chinesa de Ciências Médicas. O estudo será de Fase 3, a última etapa que antecede o aval para uso emergencial ou registro definitivo pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e outras reguladoras de saúde do mundo. É mais uma opção de combate ao contágio pela enfermidade, que teve a sua disseminação descontrolada nas últimas semanas. Neste sábado, 20, 79.069 pessoas receberam diagnóstico positivo para a doença no país, ao passo que houveram 2.438 vítimas fatais.

    A expectativa é que sejam recrutados 12.000 voluntários com idade superior a 18 anos. Não haverá, porém, restrições a profissões e ocupações específicas: todas os maiores de idade poderão participar, com exceção de dois grupos: gestantes e pessoas com detecção do vírus HIV. A pesquisa, porém, ainda necessita do aval da Anvisa para começar. Alguns documentos iniciais foram apresentados, mas a agência teve dúvidas. Portanto, o aval só ocorrerá quando todas as informações faltantes sejam recebidas e avaliadas.

    O imunizante funciona no esquema de duas doses e foi desenvolvido na plataforma de vírus inativado — muito semelhante ao processo de fabricação da CoronaVac, outra vacina chinesa testada no Brasil e aprovada pela Anvisa. A pausa entre duas doses será de 21 dias. Os resultados de eficácia devem ser conhecidos no último trimestre do ano, mas os participantes serão avaliados por 12 meses.

    A coordenação do estudo ficará a cargo do Centro Multidisciplinar de Estudos Clínicos (Cemec) em São Bernardo do Campo, que organizará as informações coletadas por todos os centros de estudo dos testes, em todo o Brasil. “Faço pesquisas clínicas há 15 anos, mas investigar uma vacina em meio a pandemia é diferente de tudo: requer muita pressa para que seja possível salvar vidas, com segurança, em pouco tempo”, diz o investigador principal no estudo, o médico infectologista Adilson Westheimer.

    Confira o avanço da vacinação no país:

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