Avatar do usuário logado
Usuário
OLÁ, Usuário
Ícone de fechar alerta de notificações
Avatar do usuário logado
Usuário

Usuário

email@usuario.com.br
Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 7,99

O movimento de Caiado que pode mudar a eleição

A entrada do governador no PSD embaralha a sucessão presidencial e expõe a disputa pelo eleitor do centro, hoje o verdadeiro fiel da balança

Por Redação 28 jan 2026, 18h02 •
  • O anúncio de Ronaldo Caiado, governador de Goiás, de que passa a integrar o PSD ao lado de Eduardo Leite e Ratinho Júnior, caiu como uma peça inesperada no xadrez eleitoral de 2026. A movimentação surpreendeu o meio político e sinalizou que a corrida pelo posto de principal adversário de Lula entrou numa fase decisiva de afunilamento (este texto é um resumo do vídeo acima).

    Mais do que um gesto partidário, a filiação de Caiado inaugura um período de negociações intensas nos bastidores, com prazo definido: até abril, governadores interessados em disputar a Presidência precisam deixar seus cargos. O relógio passou a correr — e o centro-direita tenta evitar ficar fora do jogo.

    O que muda com a chegada de Caiado ao PSD?

    Para José Benedito da Silva, editor de política de VEJA, o impacto imediato do movimento é menos óbvio do que parece. A leitura mais superficial sugere que o PSD estaria sinalizando candidatura própria, afastando-se tanto de Lula — apesar de ocupar ministérios no governo — quanto do bolsonarismo.

    Mas a jogada é mais sofisticada. Ao reunir três governadores com densidade eleitoral, Gilberto Kassab fortalece o partido como ator central da negociação presidencial. O PSD passa a ter mais “trunfos” para dialogar com todos os lados: com Flávio Bolsonaro, caso ele cresça; com Lula, em alianças regionais; ou até para tentar, mais uma vez, atrair Tarcísio de Freitas para o jogo.

    O partido se coloca como uma espécie de corretor político do centro, capaz de liberar palanques estaduais e maximizar ganhos no Congresso — especialmente no Senado.

    A candidatura de Tarcísio saiu mesmo do radar?

    O movimento de Caiado também reforça uma percepção que vem ganhando força: a de que Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, está cada vez mais distante de uma candidatura presidencial. O encontro marcado com Jair Bolsonaro pode esclarecer essa equação, mas, até aqui, os sinais apontam para a reeleição estadual.

    Continua após a publicidade

    Nos bastidores, no entanto, Tarcísio ainda é visto como o nome mais “palatável” para unir centro-direita e mercado — justamente por não carregar o sobrenome Bolsonaro. É por isso que o PSD mantém a porta aberta: se houver uma virada, Kassab quer estar no centro da articulação.

    Enquanto isso, Caiado surge como alternativa concreta: um nome com discurso duro na segurança pública, apelo conservador e menor rejeição nacional.

    Existe espaço para uma centro-direita fora da polarização?

    Do ponto de vista eleitoral, Mauro Paulino, colunista de VEJA especialista em opinião pública, lembra que o Brasil vem se organizando, eleição após eleição, em três grandes blocos: um terço à esquerda, um à direita e um terceiro grupo — decisivo — que se mantém no centro.

    Esse eleitor do meio define o voto mais tarde, observa o clima da campanha e tende a migrar conforme a conjuntura. É justamente esse segmento que movimentos como o de Caiado, Leite e Ratinho buscam capturar.

    Continua após a publicidade

    “O que tem prevalecido é que esse terço central acaba sendo o fiel da balança”, afirma Paulino. Um discurso menos radical e mais pragmático pode, sim, atrair esse eleitor — sobretudo se o embate Lula versus Bolsonaro voltar a se mostrar cansado.

    Quem ocupa cada campo na disputa até agora?

    Apesar das movimentações, o desenho principal segue relativamente claro. Lula está posicionado como candidato da centro-esquerda, com forte recall e máquina governamental a seu favor. Flávio Bolsonaro desponta como o nome mais identificado com a direita ideológica e com a base bolsonarista.

    Entre esses dois polos, abre-se um espaço incômodo e disputado: o da centro-direita viável. É ali que Caiado tenta se inserir — e onde Tarcísio ainda é lembrado como o nome ideal, caso decida jogar.

    O problema é o tempo. Enquanto a direita discute nomes e arranjos, Lula já está em campanha.

    Continua após a publicidade

    O centro será protagonista ou apenas figurante?

    O anúncio de Caiado não resolve a equação, mas acelera o debate. Ele inaugura uma fase em que decisões precisarão ser tomadas — e adiadas não poderão mais ser.

    Nos próximos dois meses, o centro-direita terá de responder a uma pergunta central: vale insistir em uma candidatura própria, correndo o risco da fragmentação, ou apostar em um nome mais competitivo, mesmo que isso signifique engolir diferenças internas?

    A resposta a essa pergunta pode definir não apenas quem será o anti-Lula, mas se haverá, de fato, uma alternativa capaz de tirar a eleição do trilho da polarização.

    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA RELÂMPAGO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    OFERTA RELÂMPAGO

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.