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É hora de comprar dólar? Moeda atingiu o menor valor em setembro

Com a economia brasileira passando por altos e baixos, investidores e turistas se perguntam se este é o momento certo para adquirir a moeda americana

Por Carolina Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 19 set 2025, 10h45 • Atualizado em 21 set 2025, 13h22
  • Apesar da flutuação natural, o dólar acumula uma desvalorização de 14% frente ao real neste ano. Na última quarta-feira, 17, a moeda americana atingiu sua menor cotação em 15 meses, chegando a 5,29 reais. O cenário anima brasileiros com viagens marcadas para o exterior e também abre oportunidade para quem pensa em investir fora. Mas, afinal, será que agora é o momento certo para comprar dólar?

    Para a economista Bruna Centeno, da Blue3 Investimentos, a resposta é sim. “É um ótimo momento para comprar dólares e investir nos Estados Unidos, partindo do pressuposto de que conseguimos aproveitar um câmbio menor e ainda surfar nas taxas que estão em um patamar interessante lá fora”, explica. Ela lembra que o corte de juros feito pelo Fed nesta semana deve estimular a economia americana, favorecendo empresas e consumidores e trazendo incentivos para ações.

    Segundo Bruna, por conta do corte de juros que o Fed promoveu nesta semana, a economia tende a ser mais estimulada. Empresas têm custos de financiamento menores, os consumidores acabam gastando mais e há mais incentivos para ações. Se sua carteira está muito exposta a ativos brasileiros ou latino-americanos, investir nos Estados Unidos pode servir como hedge, estratégia financeira usada para proteger investimentos contra riscos e volatilidade do mercado, em termos de moeda, risco de país, instabilidade política ou cambial. Ter exposição internacional ajuda a “diluir” riscos peculiares do Brasil.

    Para o turista, a lógica é parecida. A moeda mais barata abre espaço para planejamento, mas a recomendação é não concentrar toda a compra em um único dia. “Adquirir a moeda de forma parcelada ajuda a suavizar os impactos das variações cambiais”, orienta Bruna. Ela destaca ainda que, com a digitalização, alternativas como os cartões Nomad e Wise podem ser mais vantajosas do que levar dinheiro em espécie, já que muitos estabelecimentos, inclusive parques como Busch Gardens e Sea World, não aceitam mais pagamento físico.

    Cenário econômico atual

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    O câmbio é influenciado por diversos fatores, incluindo a taxa Selic, a inflação, a situação política interna e o comportamento do dólar no mercado internacional. Na quarta-feira, 17, o Banco Central manteve a Selic em 15% na antepenúltima reunião de política monetária do ano, refletindo a preocupação com a inflação, que ainda se encontra acima da meta de 3%.

    Apesar da taxa alta, o real tem mostrado valorização frente ao dólar, impulsionado pela entrada de investimentos estrangeiros e pelas expectativas de corte de juros nos Estados Unidos. No entanto, o mercado permanece cauteloso, e projeções indicam que o dólar pode se aproximar de 5,50 reais até o final do ano. Além disso, fatores externos, como tensões comerciais e geopolíticas, podem afetar a estabilidade do câmbio.

    Dicas práticas para quem quer comprar dólar

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    Na hora de comprar dólar, é essencial avaliar o objetivo da compra, seja para viagem, reserva financeira ou investimento, e acompanhar a cotação diariamente para planejar melhor os gastos. Construir uma planilha com os itens que pretende adquirir no exterior ajuda a organizar o orçamento, enquanto pequenas compras graduais da moeda podem reduzir o risco de variações bruscas e evitar surpresas financeiras. Planejamento e acompanhamento constante são as melhores estratégias para quem deseja aproveitar o momento sem comprometer o orçamento.

    Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise do VEJA Mercado:

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