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Ambipar pede recuperação judicial no Brasil e nos EUA

Grupo busca reestruturar dívidas de mais de R$ 10,4 bilhões após crise de confiança e saída repentina do diretor financeiro

Por Carolina Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 21 out 2025, 09h41 • Atualizado em 21 out 2025, 13h32
  • A Ambipar (AMBP3) entrou com pedido de recuperação judicial na madrugada desta terça-feira (21), em meio a uma grave crise de confiança que abalou a companhia nas últimas semanas e a deixou com dívidas que ultrapassam 10,4 bilhões de reais. O objetivo é suspender temporariamente cobranças e garantir proteção contra credores, enquanto busca reestruturar seus passivos e preservar suas operações.

    O processo foi protocolado em conjunto com suas subsidiárias, incluindo a Ambiental ESG Participações. Em comunicado divulgado ao mercado, a empresa informou ainda que sua controlada Ambipar Emergency Response iniciou um pedido de falência sob o Capítulo 11 da lei de falências dos Estados Unidos, mecanismo que permite reorganização de empresas estrangeiras com ativos no país.

    De acordo com a Ambipar, a decisão de recorrer à Justiça foi tomada após a identificação de “acusações de irregularidades” ligadas à diretoria financeira, especificamente relacionadas à contratação de operações de swap, além da saída repentina do ex-diretor financeiro. Esses eventos, segundo a empresa, provocaram um colapso de confiança entre investidores e instituições financeiras, culminando em pedidos de vencimento antecipado de dívidas por parte de alguns credores.

    Grande parte do endividamento da Ambipar está concentrado em bonds internacionais, que somam 1,065 bilhão de dólares, cerca de 5,6 bilhões de reais no câmbio atual. Além disso, a companhia acumula 3 bilhões de reais em debêntures, 2 bilhões de reais em dívidas bancárias e outros 230 milhões de reais com fornecedores.

    Segundo Max Mustrangi, CEO da Excellance e especialista em recuperação judicial, o que levou a Ambipar a essa recuperação judicial foi a estratégia ambiciosa de crescimento em detrimento de margem e caixa. “Apesar de ter entrado em vários novos mercados, o negócio não escalou, causando prejuízos grandes e constantes ao longo dos últimos anos. Foram 40 aquisições em menos de 5 anos em um setor onde a margem é muito fina e o negócio pouco atrativo. Os Bonds também são outra questão, a flutuação cambial atinge a empresa em cheio. Foi um erro de gestão que custa agora a continuidade da empresa. Todos esses fatores podem implodir e levar a Ambipar a falência já nos próximos meses”, analisa Max.

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    Nos últimos meses, a crise de confiança se refletiu diretamente no desempenho das ações da empresa, que foram excluídas dos nove índices da B3 dos quais faziam parte. Na segunda-feira (20), os papéis da Ambipar fecharam o pregão cotados a 0,58 reais, valor muito inferior aos mais de 10 reais registrados no fim de setembro.

    A companhia afirmou que o pedido de recuperação judicial é uma medida necessária para manter suas operações, assegurar a continuidade dos serviços essenciais e buscar uma solução estruturada para o desequilíbrio financeiro, enquanto trabalha para restabelecer a confiança de investidores e parceiros comerciais.

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