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A mensagem que Ana Paula quer passar com look da final do BBB 26

Favorita ao prêmio do reality, mineira aposta em looks sustentáveis e marcas brasileiras. Stylist Gabriel Fernandes falou com a coluna GENTE

Por Luciana Azevedo 21 abr 2026, 10h00 | Atualizado em 21 abr 2026, 10h22

Apontada como favorita ao prêmio do Big Brother Brasil 26, Ana Paula Renault tem chamado atenção não apenas pelo jogo, mas também pela estratégia por trás de seus looks dentro da casa. A mineira montou, ao lado do stylist Gabriel Fernandes, uma mala pensada para unir moda sustentável, visibilidade a marcas brasileiras e posicionamento feminino. A parceria entre os dois começou em 2018, quando Ana Paula o procurou pelo Instagram — “uma mensagem que virou parceria sólida e amizade para a vida”, lembra o stylist. Segundo ele, a repercussão nas redes surpreendeu até a dupla: o perfil “Closet da Ana Paula Renault”, dedicado a mapear as peças usadas pela participante, já reúne quase 60 mil seguidores e ajudou a impulsionar marcas nacionais, muitas lideradas por mulheres, com itens esgotando rapidamente nas lojas. Em entrevista à coluna GENTE, Fernandes diz que acompanha o reality e vibra com a força da amiga fora da casa.

O perfil “Closet da Ana Paula Renault” já reúne quase 60 mil seguidores. Imaginava que marcas usadas por ela teriam esse impacto nas redes? Imaginava que iríamos gerar um burburinho, sim, mas não que iríamos furar a bolha dessa forma. O estilo da Ana ganhou uma proporção maior do que a gente projetava, e isso foi uma surpresa positiva.

Todas as peças escolhidas são de marcas brasileiras, muitas delas pequenas e lideradas por mulheres. Como foi o processo de curadoria? A curadoria inicial foi feita pela própria Ana junto com a Cami Fashion Tips. Quando entrei, cerca de 90% das marcas já estavam definidas. Meu papel foi fazer a edição final e o styling, organizando tudo dentro de uma narrativa coerente. Ana já chegou com essa ideia muito clara. Era algo muito importante para ela: dar visibilidade a marcas menores, principalmente brasileiras.

Montar guarda-roupa para um confinamento longo é um desafio, já que as mesmas peças precisam se transformar em diferentes produções. Como foi pensar nessa mala versátil? É uma mala que precisa ser extremamente funcional. Pensamos em cartela de cores, peças-chave e em looks que se desdobram em outros. Tudo foi estruturado para durar cerca de 100 dias, sem perder o DNA da Ana. Apesar da complexidade, como tínhamos um direcionamento muito claro, o processo foi fluido.

Como foi o processo de edição da mala? Tivemos um dia presencial intenso de edição, onde revisamos tudo, fizemos checklist e ajustamos o que faltava. Depois disso, seguimos com alguns dias de trabalho remoto, aprovando peças e finalizando detalhes.

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Ao priorizar roupas feitas por mulheres, qual é a mensagem por trás dessa escolha? Com certeza, um posicionamento. Ana levanta e apoia causas importantes, e essa escolha reforça isso. É uma forma de usar a moda também como plataforma de mensagem.

Existe alguma característica que ela nunca abriu mão de manter? Nosso primeiro contato foi em 2018, e, desde então, não paramos mais. Ana sempre teve clareza sobre o que gosta de vestir. Ao longo dos anos, não vejo como mudança radical, mas lapidação e atualização. Ela nunca abriu mão de uma boa alfaiataria e de peças atemporais.

Houve algum look específico que ela levou para o programa que tenha significado especial? Tem uma peça especial: o macacão preto que ela usou no paredão falso do BBB16. Eu pedi para ela levar justamente por esse valor emocional e de memória afetiva com o público. Inclusive, sugeri como uma das opções para a final.

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Os looks da Ana misturam elegância com conforto, algo que dialoga muito com a personalidade dela. Como você define a identidade visual dela hoje? Ana comunica muito através do que veste. Hoje, a identidade dela é marcada por uma alfaiataria forte, com referências do masculino, sempre equilibrando conforto com um corte impecável.

Em um dos momentos do programa, ela chegou a recusar um look de festa. O que achou dessa atitude? Ana é uma mulher de opinião e sabe exatamente o que funciona para ela. Dentro do programa, existem variáveis: pressão, cansaço, autoestima oscilando… Tudo isso influencia. Acho legítimo ela não usar algo com que não se sente bem. Sobre os looks de festa, não tenho interferência. Meu trabalho retoma após o dia 21 de abril, depois da final.

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