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Cidade de São Francisco processa indústria de alimentos ultraprocessados

Ação pode ser a primeira de muitas e obrigar o setor a se adequar assim como aconteceu com as empresas de cigarro

Por Valéria França Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 dez 2025, 11h56 • Atualizado em 18 dez 2025, 12h28
  • Pesquisas científicas e médicos são quase exaustivos nos alertas sobre os riscos dos alimentos ultraprocessados à saúde da população. Ainda assim, esses produtos representaram quase dois terços de toda a comida embalada consumida no Brasil entre 2020 e 2024. Baratos, fáceis de consumir e com sabor que agrada à maioria dos paladares, seguem como campeões de vendas no país e no mundo. O que fazer diante desse cenário? Nos Estados Unidos, o procurador da cidade de São Francisco entrou com uma ação judicial contra alguns dos maiores fabricantes de alimentos ultraprocessados do país. A acusação é direta: produzir e vender alimentos prejudiciais à saúde. O processo, considerado inédito, pode abrir caminho para iniciativas semelhantes em outras partes do mundo.

    A ação tem como pano de fundo o aumento de doenças crônicas e de casos de câncer. Mais da metade das calorias ingeridas pelos americanos provém de alimentos ultraprocessados, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Os jovens se destacam como os maiores consumidores: 62% das calorias ingeridas por esse grupo vêm desse tipo de produto, contra 53% entre os adultos. O problema é que esses itens “de pacotinho”, altamente palatáveis, concentram os grandes vilões da dieta moderna: excesso de açúcar, sódio e uma série de aditivos químicos — corantes, conservantes, emulsificantes, espessantes e tantos outros “antes” indecifráveis para o leigo em nutrição. O consumo elevado está associado ao avanço de doenças e a custos crescentes para os sistemas de saúde.

    “Esses produtos e a dieta americana estão ligados a sérios problemas de saúde, impondo custos enormes a milhões de americanos, cidades e Estados”, afirmou o procurador de São Francisco, David Chiu. “Nosso caso trata de empresas que criam alimentos prejudiciais e viciantes, elaborados para maximizar lucros.” O processo faz paralelo direto com a indústria do tabaco, que por décadas soube dos danos causados pelo cigarro, mas ocultou essas informações do consumidor — o que resultou, a partir dos anos 1950, em uma onda de ações judiciais. Inicialmente individuais, os letígios ganharam força com a comprovação científica da relação entre tabagismo e câncer, gerando consequências significativas para o setor, com a mudanaç da percepção da sociedade em relação ao produto. Em resposta, uma associação representativa da indústria alimentícia defendeu os fabricantes e destacou esforços recentes do setor para melhorar os valores nutricionais de seus produtos.

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