Estudante desenvolve teste barato que identifica bebidas adulteradas
O sensor, criado por Angie Fogarty quando ainda estava no ensino médio, é destinado a prevenir abusos sexuais facilitados por drogas
Uma jovem de 18 anos de Connecticut, nos Estados Unidos, desenvolveu um sensor que detecta difenidramina (DPH, na sigla em inglês), um ingrediente presente em drogas que podem ser adicionadas à bebidas, deixando as pessoas sonolentas e sugestionáveis. O sensor, criado por Angie Fogarty quando ainda estava no ensino médio, é destinado a prevenir abusos sexuais facilitados por drogas. O objetivo da jovem era criar um detector que fosse pequeno, barato e fácil de usar.
Fogarty teve a ideia do projeto ao pesquisar sobre faculdades que pretendia cursar. A jovem notou que casos de agressões sexuais facilitadas por bebidas eram comuns em vários câmpus. Pensando nessas questões, a estudante teve a ideia de criar um sensor simples, que mudasse de cor mediante a presença de um composto anti-histamínico.
Ao desconfiar que a bebida está adulterada, o indivíduo pode fazer o teste colocando uma pequena quantidade de bebida em uma garrafa, adicionando gotas do ajustador de pH criado por Fogarty até que o líquido chegue a um tom de amarelo pálido, em seguida a solução pode ser colocada em um sensor, que fica vermelho caso a bebida esteja adulterada.
Apesar de simples, o projeto de Fogarty foi repleto de tentativas e erros. A jovem estima que testou mais de 100 possibilidades até chegar à fórmula ideal. Primeiro precisou harmonizar o sistema de cores, em seguida criar um estabilizante que funcionasse para todas as bebidas, que por ter diferentes níveis de acidez, desencadeavam diferentes reações, entre outros percalços. Mas o objetivo foi alcançado, e com um custo baixíssimo. Cada teste custa cerca de 1 dólar para ser produzido.
Fazer um sensor acessível era um de seus principais objetivos. Outros testes de detecção de adição de bebida desenvolvidos para drogas como os sedativos gama-hidroxibutirato (GHB) e Rohypnol – poucos testes existentes detectam DPH – geralmente usam uma técnica de teste de fluxo lateral. No entanto, eles podem vir com instruções complicadas, e o movimento do líquido e a mistura dos agentes podem ser facilmente perturbados acidentalmente. Fogarty tentou fazer algo que corrigisse da melhor forma possível essas questões.
A jovem ganhou 25 mil dólares em uma premiação de jovens cientistas americanos por seu projeto. Com esse dinheiro, ela pretende patentear e disponibilizar seu produto no mercado. Além de arcar com parte dos custos do curso de biologia, que iniciou na Universidade de Washington.







