Cientistas criam modelo matemático de como atingir o clímax sexual
Equações e algorítimos podem ajudar pessoas saudáveis e pacientes com disfunções sexuais na busca por prazer, basta fazer as contas
O sexo é um dos assuntos que mais despertam curiosidade nas pessoas. De técnicas mirabolantes a fetiches cheios de tabus, o objetivo é sempre chegar ao clímax sem grandes complicações. Um modelo matemático desenvolvido por pesquisadores britânicos promete aperfeiçoar o caminho até o prazer.
O algoritmo é composto por duas equações e leva em consideração aspectos fisiológicos, como a imunidade, e psicológicos, como a ansiedade, para ajudar as pessoas a chegarem mais facilmente ao orgasmo. Com os cálculos, foi possível resumir, em uma operação, anos de investigações científicas.
“Uma descoberta importante é que muita excitação psicológica no início do processo, por exemplo, pode inibir a chance de atingir o clímax”, diz o pesquisador da Universidade de Sussex e autor principal do estudo, Konstantin Blyuss. “Simplificando, o achado pode ser resumido como: ‘não pense demais’.”
Para desenvolver o modelo, os cientistas se basearam em estudos anteriores e reconhecidos pela comunidade acadêmica. O principal deles foi feito pelos ginecologistas William Masters e Virginia Johnson, que tinham uma clínica de terapia sexual e anotaram informações de mais de 10 mil atos. Os relatórios foram comparados com dados de participantes de outro estudo feito há uma década por uma universidade holandesa que aceitaram fazer sexo dentro de um escâner de ressonância magnética.
Por enquanto, apenas dados de homens foram incluídos no modelo. Com a experiência adquirida até agora, os pesquisadores começaram a desenvolver as equações envolvendo o perfil das mulheres, que, segundo eles, é fisiologicamente e matematicamente mais complexo que o dos homens. Esses algoritmos podem, não só melhorar o orgasmo de pacientes saudáveis, como ajudar no tratamento de pessoas com disfunções sexuais.






