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Cacique morreu por afogamento e sem violência, diz laudo preliminar

Resultado foi divulgado pela Polícia Federal, que não viu indícios de confronto entre o líder indígena e garimpeiros, como havia sido dito antes

Por Eduardo Gonçalves Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 ago 2019, 11h31 • Atualizado em 16 ago 2019, 13h48
  • O laudo necroscópico do corpo do cacique Emyra Waiãpi indica que ele morreu por afogamento. O documento, assinado por dois médicos legistas do Amapá e divulgado nesta sexta-feira, 16, pela Polícia Federal, não apresentou evidências de que ele tenha sido assassinado a facadas, conforme chegou a ser dito por indígenas da aldeia waiãpi, à qual ele pertencia.

    A PF também descartou preliminarmente que houve confronto entre ele e garimpeiros invasores, porque não encontrou em seu corpo “lesões de origem traumática”, fraturas nem marcas no pescoço que indicassem enforcamento. A perícia identificou apenas um machucado superficial, “que não atingiu planos fundos”, na cabeça do cacique.

    “Apesar das informações iniciais darem conta de invasão de garimpeiros na terra indígena e sugerirem possível confronto com os índios, que teria ocasionado a morte da liderança indígena, o laudo necroscópico não apontou tais circunstâncias”, diz texto divulgado pela PF.

    O corpo de Emyra precisou ser exumado para a realização do exame. A PF agora aguarda o resultado do laudo toxicológico, que deve sair em 30 dias.

    Com idade estimada em 68 anos, o líder indígena foi encontrado caído em um rio no dia 23 de julho. Os índios que descobriram o corpo dizem que ele foi esfaqueado, estava com os olhos perfurados e teve o órgão genital decepado. O cacique é descrito como alguém tranquilo, que mal falava português e não era afeito a visitas às cidades. A morte alarmou o povoado porque o chefe indígena nunca havia se envolvido em conflitos anteriores.

    A informação sobre o assassinato e sua relação com os invasores chegaram aos ouvidos do vereador Jawaruwa Waiãpi, da cidade de Pedra Branca do Amapari, um dos líderes da etnia. Ele repassou os pedidos de socorro dos indígenas ao senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que ajudou a espalhar o alerta a artistas e publicou um vídeo sobre o caso na internet. Na ocasião, a Funai emitiu um comunicado em que detalhava a versão contada pelos habitantes da aldeia — e o caso ganhou repercussão em todo o mundo.

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