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Alerj instaura processo contra Lucinha no Conselho de Ética

Deputada estadual do Rio é investigada por ligações com a milícia de Zinho, uma das maiores do estado

Por Lucas Mathias Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 abr 2024, 11h43 • Atualizado em 8 Maio 2024, 13h36
  • O Conselho de Ética da Assembleia do Rio instaurou nesta terça-feira, 2, um processo ético-disciplinar contra a deputada estadual Lucinha (PSD). Ela é investigada por supostas ligações com a maior milícia do estado, comandada por Zinho, que se entregou à Polícia Federal no fim do ano passado.

    A representação foi publicada nesta terça no Diário Oficial do Estado e assinada pelo presidente da comissão, deputado Júlio Rocha (Agir). Com isso, o conselho vai definir pela punição da parlamentar ou pelo arquivamento da medida, o que vai desde a suspensão do mandato até a cassação dele. A primeira sessão sobre o assunto será nesta quarta, às 10h30, em que também será definido o relator do processo.

    Em dezembro do ano passado, Lucinha já havia sido afastada da Casa Legislativa por tempo indeterminado, após decisão do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ). A determinação, no entanto, foi suspensa em fevereiro pelo plenário da Alerj, por 52 votos a favor e 12 contra, o que permitiu que ela voltasse a atuar. 

    A decisão em plenário, porém, também permitiu que Lucinha fosse investigada pelo Conselho de Ética sem a necessidade de manifestação da Corregedoria da Alerj, o que foi efetivado nesta terça. A comissão terá 120 para concluir o processo. 

    Relembre o caso

    Deputada estadual do Rio desde 2011, Lúcia Helena de Amaral Pinto, a Lucinha, tem largo histórico na política do Rio. Antes de chegar à Alerj, ela foi vereadora da capital fluminense de 1997 a 2010. E tem base eleitoral na Zona Oeste do estado, região notadamente controlada por milícias.

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    No fim do ano passado, foi alvo de operação da Polícia Federal por suspeitas de atuar como braço político da milícia de Zinho, considerada a maior do estado em domínio territorial. Nas investigações, a PF encontrou troca de mensagens entre ela e milicianos do grupo, em que buscava entender qual era a posição dos criminosos em assuntos que seriam pautados na política.

    Em áudio de setembro de 2021 com um dos milicianos, por exemplo, ela busca entender se eles são favoráveis ou não a medida da Prefeitura do Rio para mudar o itinerário de vans da região. O transporte alternativo é uma dos caminhos ilegais mais lucrativos das milícias. As investigações levaram ao seu afastamento da Alerj, o que foi revertido.

    Nas mensagens, também é possível identificar uma relação de proximidade entre a parlamentar e os milicianos. Ela diz, em um dos registros, que está com “saudade” de Domício Barbosa de Souza, conhecido como Dom, apontado como seu elo com a milícia. Também teria, para os milicianos, o apelido de “madrinha”, segundo as investigações. Suas suspeitas de ligação com esses grupos, porém, são investigadas desde 2018, quando ela fez dobradinha com candidato apontado como integrante da Liga da Justiça pela CPI das Milícias.

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